“A calçada estava deserta, podia falar sozinho. O que,
aliás, vinha fazendo a muito tempo” p.139
Sinopse: O psiquiatra de um hospital universitário sente-se
perseguido por um jovem paciente. O sentimento de perseguição aumenta a cada
dia e passa a ser vivido por outras pessoas ligadas ao médico. Misteriosamente,
o paciente desaparece, depois de alguns meses, é dado como morto.
A essas mortes seguem-se outras, sem que possa determinar
quem está sendo perseguido e quem é o perseguidor. Tampouco é possível concluir
com clareza se as pessoas morreram de morte natural ou assassinadas.
Em meio a essa trama, o delegado Espinosa tenta separar o
que é real do que é fantasia, tendo como guia apenas a convicção de que a morte
não é um delírio.
Dos livros do Garcia-Roza lidos até agora, este certamente não foi o meu favorito, gostei da trama, mas não me surpreendeu muito... A linguagem do autor ainda não me envolve por inteiro, embora que mesmo sem conhecer pessoalmente o Rio de Janeiro, eu consiga passear junto do "herói" Espinosa pelas avenidas de Copacabana, Ipanema e pelo bairro Peixoto. "Perseguido" consiste na quinta obra do autor e envolve o leitor, misturando, escondendo e colocando "máscaras" em vítimas e culpados até um inteligente desfecho. É importante salientar também que eu acredito que a obra consegue cumprir bem seu papel de dar continuidade à missão a que o escritor se propõe: ajudar a mudar o discreto cenário do gênero policial no Brasil.













